Fibromialgia é uma doença crônica que causa dores em músculos e tendões. A dor, de moderada a
intensa, se alastra pelo corpo todo. Diferentemente do reumatismo, a fibromialgia não atinge as
articulações. Os mais comuns sintomas da fibromialgia são fadiga, distúrbio do sono e intolerância
a exercícios, além da dor generalizada.
A causa da fibromialgia ainda não é totalmente conhecida. Porém, estudos recentes mostram que os
pacientes que manifestam a doença apresentam uma sensibilidade maior à dor do que as outras.
"Seria como se o cérebro das pessoas com fibromialgia estivesse com um ´termostato´ desregulado,
que ativasse todo o sistema nervoso para fazer a pessoa sentir mais dor. Desta maneira, nervos,
medula e cérebro estariam fazendo que qualquer estímulo doloroso aumente de intensidade".
"No nosso dia-a-dia, machucamos a musculatura a todo instante. Em pessoas sem fibromialgia, estes
pequenos traumas, distensões e tensões passam despercebidas. Na pessoa com fibromialgia, as dores
vindas destas lesões são amplificadas, e começa o grande ´círculo vicioso´ dentro do músculo: a
musculatura fica dolorida e se contrai; esta tensão leva a mais dor, que tenciona mais o músculo, e
assim por diante. A pessoa começa a não dormir bem e a não se exercitar, o que piora a dor
muscular, mantendo o ciclo. Sintomas de depressão e ansiedade também podem piorar o quadro".
Sabe-se que diferentes fatores podem favorecer a manifestação da doença, como doenças graves,
traumas emocionais ou físicos (como acidentes de carro), infecções e mudanças hormonais. Porém, o
motivo pelo qual algumas pessoas desenvolvem a fibromialgia e outras não ainda é
desconhecido.
A doença é um problema bastante comum, visto em pelo menos 5% dos pacientes que vão a um
consultório de clínica médica e em 10 a 15% dos pacientes que procuram um consultório de
reumatologia.
A doença atinge mais as mulheres do que os homens, em uma relação de nove para um. O pico de
incidência ocorre entre os 30 e os 50 anos de idade, porém não se descarta a manifestação da doença
em crianças, adolescentes e idosos. Ainda não se sabe o motivo de a doença se manifestar mais em
mulheres. "Não parece haver uma relação com hormônios, pois a fibromialgia afeta as mulheres tanto
antes quanto depois da menopausa".
A fibromialgia pode começar em uma região específica, como pescoço e ombro, e se espalhar,
posteriormente, para outras áreas. Geralmente, os sintomas dolorosos são descritos como pontadas,
ardência, sensação de peso, incômodo, rigidez e fisgadas. Muitos pacientes se queixam de dor difusa
e, quando perguntados sobre a localização da dor, costumam dizer que "dói o corpo todo".
Além disso, a doença está associada ao distúrbio do sono, à angústia, à ansiedade, à depressão e ao
estresse. Por todos estes motivos, há a possibilidade de diminuição da produtividade e da qualidade
de vida dos pacientes.
O objetivo do tratamento da fibromialgia é aumentar a analgesia (perda de sensibilidade à dor)
central e periférica, melhorar os distúrbios do sono, minimizar os distúrbios de humor (ansiedade,
depressão) e melhorar a qualidade de vida dos pacientes de uma forma geral.
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