A esclerose múltipla é uma doença do Sistema Nervoso que, se não diagnosticada e tratada
precocemente, pode progredir e provocar seqüelas como perda dos movimentos dos membros e da visão,
problemas cognitivos, alteração das funções intestinais e/ou urinárias, impotência sexual, entre
outras incapacidades.
No entanto, a informação correta sobre essa enfermidade, que só no Brasil acomete 15 mil pessoas,
tem sido a principal arma para devolver a qualidade de vida aos pacientes que têm a doença, já que
ainda não existe um medicamento que promova a cura. "O paciente tem que saber que a doença é para a
vida toda e por isso precisa saber lidar com ela".
A esclerose ainda é desconhecida da população, que a associa ao envelhecimento. No entanto, o
problema é mais comum entre os 15 e 45 anos, idade considerada produtiva, e é duas vezes mais comum
entre as mulheres do que nos homens.
Causas e Sintomas
A causa da esclerose múltipla ainda é desconhecida e aparece quando o sistema imunológico ataca a
mielina (substância que protege os neurônios), dificultando a transmissão dos impulsos elétricos
nervosos. Com isso, há degeneração das funções como coordenação motora, visão, fala, controle da
bexiga e dos intestinos.
A doença pode se apresentar de várias maneiras. Os sintomas dependem das áreas do sistema nervoso
central que foram lesionadas. Por isso, nem todas as pessoas são afetados da mesma forma.
Fraqueza, formigamento, cansaço, alterações visuais, tremor, rigidez muscular, problemas
intestinais e urinários, dificuldades na fala e na coordenação muscular, disfunção sexual, perda da
memória de curto prazo são alguns dos sinais.
O paciente precisa apresentar pelo menos dois sintomas em locais diferentes no sistema nervoso para
caracterizar a esclerose múltipla, além de demonstrar os sinais em épocas distintas. O diagnóstico
deve ser feito sempre por um neurologista que tenha experiência com esclerose múltipla, já que os
sintomas são variados e podem ser confundidos com outras doenças. Além do exame clínico, é feita
ressonância magnética, que permite visualizar o cérebro e a medula espinhal.
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